Em Floripa – Ciclone Extra-Tropical

Estamos há três dias em Florianópolis e hoje, sábado, chove torrencialmente acompanhando uma ventania de Noroeste que parece querer levar para os ares tudo o que encontra pela frente. De nossas janelas observamos o mar dançarino, de cujas ondas o vento arranca, de suas cristas, respingos como mangueiras jorrando sob pressão.
O visual é lindo – um dia esfumaçado pela neblina, ventoso, chuvoso, poético.
Lá fora, as cadeiras querem voar pela sacada, mas não é possível abrir as portas, porque a chuva trazida pelo vento encharca a sala de imediato. Vivi sai, enquanto abro e fecho rapidamente a porta, para sua saída e reentrada, e recolhe apenas a cadeira que ameaça quebrar o vidro da porta.
Estamos curtindo a final feminina de tênis de Roland Garros – Sharapova campeã. Logo no começo da noite, a energia elétrica foi embora e não voltou mais. Fomos dormir, com o vento ainda uivando e o mar rosnando nos nossos ouvidos.
No dia seguinte, como a luz ainda não havia voltado, fomos para o nosso apartamento do centro, levando as coisas do freezer que já estavam descongelando.

Pela manhã, o vento tinha amontoado tudo no canto da sacada, além  de quebrar um dos seus vidros.

Pela manhã, o vento tinha amontoado tudo no canto da sacada, além de quebrar um dos seus vidros.

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