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Sobre veleiro-bubi

Médicas e velejadoras

FERIADÃO DE SETE DE SETEMBRO

Ontem, quinta feira, grande movimentação na marina, gente chegando a todo momento com carrinhos cheios de tralhas, típico de quem está embarcando para passar dois ou três dias no barco. Hoje, sete de setembro a romaria continua. Os trapiches parecem em festa, vários barcos que até então só viam marinheiros a lavá-los, agora recebem seus donos, crianças e cachorros a fazer folia e barulho.
Aos poucos o cais vai esvaziando, cada vez menos barcos ao longo da manhã. No final da tarde a maioria retorna e só volta a sair no dia seguinte pela manhã.
Também vamos navegar, Vivi e eu. Vamos para a Ilha da Cotia, lugar paradisíaco e abrigado. Vivi lembra que estamos sem cerveja  a bordo, mas digo-lhe que se formos sair para comprar cerveja, perderemos muito tempo. Ela concorda e largamos o cais.

O trajeto até a Cotia é lindo, e hoje existe uma névoa sobre o mar que dá aquele toque poétiico. O Bubi amanheceu encharcado de sereno.

A romaria de barcos na nossa frente.

Grande Comandante.

Chegando à Ilha da Cotia. Olha quantos barcos já ancorados.

Enquanto preparo o almoço, descubro três latinhas de cerveja perdidas na geladeira. Que alegria! Vamos dividir uma durante o almoço e reservar outras duas para a volta – é tudo de bom beber uma cerveja enquanto se navega. Não muita, claro, para não perder o juízo.

Depois de um belo banho de mar, um almocinho básico.

Deixando a Ilha da Cotia.

 

 

 

 

Parati, 2, 3 e 4 de setembro de 2012.

Ontem amanheceu um dia lindo de sol. Programamos dar uma navegada, mas, ao bater a chave do motor o bip de alarme soou, embora não tenha acendido nenhuma luz no painel de comando.
Abrimos a casa de máquina, aparentemente tudo em ordem – nível do óleo normal, líquido de refrigeração ok, a correia parece um pouco frouxa e tem água no racor (mas não seriam razões para acionar o alarme). Talvez um mal contacto?
Ligamos para um mecânico que ficou de nos atender hoje.
Passeio suspenso.
Hoje amanheceu com muita chuva. Aliás, choveu durante toda a noite.
O mecânico (Uriel) está aqui – o alarme era mesmo um mal contacto, mas ele aproveita para apertar a correia, drenar a água do racor, reapertar parafusos, etc.

Chove lá fora.

“Chove chuva, chove sem parar”.

Jantar de ontem – massa a carbonara.

 

PARATY – UM SONHO DE LUGAR

Paraty, 31 de agosto de 2012.

Voltamos à peixaria para comprar camarão (de novo), peixe e siri, que havíamos encomendado. Encomendamos também ostras e mariscos, mas o pescador disse que a maré subiu muito rápido e ele não conseguiu tirá-los.
Ao longo dessa semana, é tudo o que temos feito: comer, beber, passear e curtir a companhia uns dos outros.
Amanhã vamos navegar com nossos amigos, para que tirem fotos por mar.

Camarões recém tirados do mar.

Siris – tudo de bom!!!

A bordo, tudo é bom, especialmente em boa companhia.

E se rolar um violão, então, nada há de melhor.

Cantinho favorito da Luciene no nosso veleiro – mesa de navegação – onde ela ficava horas editando suas fotos.

Depois do jantar, a cozinha meio bagunçada.

Depois de um dia tão intenso, dormir e sonhar.

 

 

Parati – Um lugar encantado.

Parati, 27, 28, 29, 30 de agosto de 2012.

Desde que chegamos o tempo está meio instável, chove, faz sol, venta, chove de novo. De qualquer forma, está uma maravilha. Entre um passeio e outro, ficamos brincando de casinha.

Camarões comprados na peixaria próxima ao trapiche público, renderam um belo caldo.

Walfredo e Luciene – amigos que atualmente moram a bordo de um trailer (Camper) e estão indo para o Alasca (Expedição três Américas – Família Kuhn). Durante essa semana estão conosco aqui em Parati.

Saco Corumbé e Ilha do Itu

Maria Izabel – dona da famosa cachaçaria que leva seu nome.

No quintal de Maria Izabel

Floripa à Parati – de volta ao Bubi

Florianópolis, 25 e 26 de agosto de 2012.

Finalmente estamos partindo para voltar à Parati, onde nossa casinha flutuante nos espera.
Está um lindo dia de sol e, antes de partirmos, passamos no nosso Iate Clube para que a Vivi pudesse votar na eleição do novo Conselho Deliberativo. A festa estava linda, regada a muito espumante e ostras nas mais variadas apresentações.
São 13 horas quando partimos, com intenção de viajar até Registro, onde pretendemos parar para descansar e prosseguir na manhã seguinte.
Chegamos ao nosso destino às 18h e 30min.
Um bom jantar num restaurante próximo ao hotel e, depois, um bom sono.
No dia seguinte, partimos de Registro às 8h e 30min. Uma viagem tranquila, mesmo com a serração (neblina) intensa que pegamos na Serra do Mar, que cruzamos às 14 horas – imagina como estava no raiar do dia (provavelmente intransitável).

Descendo a Serra do Mar

Cheiro do mato e visão turva. Pura poesia!

Chegamos à Parati às 15h e 30min. Cansadas, mas felizes com a volta ao nosso querido Bubi.

Parati, 29 de julho de 2012.

São cinco horas da manhã, quando acordamos. Desligamos o shore-power, organizamos os últimos detalhes, tomamos o iogurte que deixamos na geladeira de fibra (já que a do barco está desligada desde ontem), passo um cafezinho da hora e são 6h e 30min quando estamos pisando no píer, prontas para partir.
Vamos caminhando pelo píer e olhando para trás, para o Bubi –tchau, querido, logo estaremos de volta –.
Faz 29 dias que embarcamos. Foram dias maravilhosos a bordo na nossa casinha flutuante. Não vemos a hora de voltar.
São 7h e 10min quando entramos no carro da Rô, rumo à Floripa. Mais de 13 horas por terra nos aguardam, até que cheguemos em casa.

Parati, 28 de julho de 2012.

Dia de faxina, para deixar o barco limpinho para a volta.
Retiro as coisas do freezer e geladeira, embalo e a Vivi as leva para serem guardadas no restaurante da marina, até a nossa volta. Não posso ficar sem meus temperos especiais – molho de peixe (vietnamita), molho de ostras (japonês), molho de pimenta (inglês), mostardas (francesa e inglesa), anis estrelado, e assim por diante. Chique? Não! É que adoro cozinhar a bordo e procuro as especiarias que imagino necessárias para a minha culinária. Não são coisas que se encontra em qualquer supermercado. Eu as compro num empório em Floripa, onde se consegue quase tudo o que se procura – Empório Bocaiúva – do nosso amigo Serginho.
Vamos almoçar no Livre, onde a Rô prepara um belo risoto de camarão.
Contratamos um marinheiro para cuidar do Bubi na nossa ausência, o Carlos. Ele vem a bordo e o ensinamos alguns detalhes de como queremos a limpeza do barco. Ele vai limpar só por fora, porque por dentro nós mesmas limpamos. Não gosto de ninguém mexendo nas nossas coisas. Sou muito chata e ciumenta, reconheço.
Separamos todas as roupas que temos que levar para lavar, ensacamos. Já mandamos roupas para a lavanderia duas vezes e ainda estamos com quatro sacolas cheias.
Já é noite e estamos mortas de cansadas de tanto funcionar todo o dia.
Estamos no cock-pit, Vivi e eu, conversando e tomando aquela cervejinha merecida. Ainda nem partimos e já estamos com saudades do Bubi. Loucas para voltar!