Parati, 27 de julho de 2012.

Fomos ao centro comprar mais cabos de amarração para o Bubi.
Na volta fomos para o Livre, onde assei as Prime Ribs que trouxemos congeladas de Floripa. Uma maravilha de carne macia, que compramos no açougue do nosso Mercado Público.
À tarde, providenciando o necessário para desembarcarmos no dia 29, depois de amanhã. Vamos para Floripa, resolver algumas pendências e ver a Mãe Maria. Levamos o bote para terra, desligamos o freezer e geladeiras para limpeza, trocamos os cabos de amarração de popa do Bubi.

Regina (minha irmã), Mãe Maria e Rejeane (minha sobrinha)

Parati, 26 de julho de 2012.

Hoje é aniversário da Vivi, pessoa mais especial que conheci em toda a minha vida. Quero que ela seja muito feliz, hoje e sempre, porque ela merece.
Digo-lhe das coisas que temos na despensa, geladeira e freezer e peço que escolha o que farei para o almoço. Temos bacalhau, meio da asa de frango, carne seca, T bone para grelhar, bacon, etc. Ela escolhe meio da asa de frango que farei grelhada. Para acompanhar preparo um risoto de abobrinhas, farofa, maionese de batatas e salada.

Á noite o programa é ir ao centrinho de Parati, curtir uma música ao vivo. No entanto, a Rô está muito mal humorada hoje e resolvemos ficar sozinhas na nossa casinha.

IC Santos (Angra dos Reis), 25/07/2012

Ontem olhamos a previsão do tempo e sabemos que hoje entra uma frente fria, com vento sul forte. Então queremos partir bem cedo, para não recebê-lo na cara enquanto navegamos.
São 7h e 20min e estamos soltando o barco da poita do Iate Clube de Santos, sede de Angra dos Reis.
Durante a navegada desço e começo a preparar a dobradinha (bucho) que vou servir no almoço, quando chegarmos a Parati.
Quando já estamos próximos da baía de Parati o vento sudoeste entra forte, zunindo, fazendo aquele alvoroço, soprando bem contra a nossa proa. Mas o mar continua baixo, embora encrespado.
Atracamos no Farol de Parati, 3h e 40min depois, e servi o almoço – uma delícia.
Agora são 18h e 30min, noite já feita, estou computando as horas navegadas e o consumo do motor, já que agora tenho as referências necessárias para os cálculos. A conclusão é que o consumo é de 4,75 litros/hora, com o giro de 2.500 giros.

Nossa felicidade só não está plena, porque há três dias a Sany (minha irmã) telefonou informando que a Mãe Maria não está bem. Hoje telefonou novamente dizendo que ela ainda não melhorou e que me quer por perto. Fiquei muito tensa e dormindo faço bruxismo, o que acabou me provocando um abcesso periodôntico – estou com o rosto meio inchado e tomando antibióticos. “Ah, médico também fica doente e toma antibiótico” – diz a Rô. É claro, somos gente, não Deus! – respondo.

Angra dos Reis, 24 de julho de 2012.

Acordamos cedo para acompanhar os serviços no barco, especialmente o conserto da quilha. Tomamos um belo café da manhã servido pelo D’Ávila e desembarcamos. O Serginho já havia partido de volta à Parati, de ônibus, porque ele tinha compromissos lá.
Quando encontramos o gerente de pátio, Canela (gentileza em pessoa) este nos informou que às terças-feiras os serviços de subir e descer barcos não funcionam, porque é folga dos operadores do travelift. Ficamos incrédulas, já que ninguém nos informara isso na véspera.
Vivi foi à secretaria da marina, conversou com os responsáveis sobre sua indignação e estes disseram que iam ver o que podiam fazer. Depois de mais de uma hora, o Canela falou que o gerente geral abrira uma exceção para nós e que o barco poderia descer ao meio dia. O próprio Canela operaria o travelift.
O anodo foi trocado e o reparo da quilha ficou perfeito e pronto perto das 13 horas, quando o Bubi voltou para a água.

Que sensação boa estar com nossa casinha flutuando outra vez.
São 14h e 10min e estamos navegando rumo ao Frade – sub sede do Iate Clube de Santos – onde nos informaram que havia um restaurante que servia sushi e a Rô (que adora essa comida) enlouqueceu com a ideia. Então estamos indo dormir lá, porque o restaurante só abre à noite.
Chegamos ao Frade às 15h e 30min. O dia está lindo, com o sol brilhando. O bote de apoio do clube vem para nos orientar qual poita poderemos usar e Vivi e D’Ávila vão até a sede do clube para fazer o registro dos barcos. Para usar as poitas teríamos que pagar R$ 90,00 por barco, mas, em função do convênio com o nosso clube, pagamos R$ 50,00 cada um.
Almoçamos e depois fomos todos curtir um cochilo, que durou muito, porque acordamos perto das 22 horas e o restaurante do sushi já havia fechado. Pode?! Ficamos no Livre jogando conversa fora e depois o D’Ávila foi nos levar para o Bubi, quando já eram mais de uma hora da madrugada. Na medida em que o bote se aproxima do Bubi, vejo uma névoa branca que o envolve na linha d’água, como se ele estivesse flutuando sobre um floco de nuvens. A visão causa-me uma sensação maravilhosa. Deve ser efeito de algum reflexo de luz no casco, mas prefiro imaginar que é o Bubi (pai da Vivi) se manifestando – “estou aqui, para protegê-las” -, e quem sabe o Betinho (meu pai) junto – “é, essas duas aprontam, temos que ficar por perto” -.
Ambos já se foram dessa vida, o Bubi há quase quarenta anos e o Betinho há quase dois. Agora eles fazem parte da energia boa que compõem o universo.

Ilha Grande/Angra dos Reis, 23 de julho de 2012

Acordamos cedinho e 6h e 45min estamos rumando para o continente de Angra, com destino à marina Verolme. Chegamos a terra às 08h e 10min. A Vivi desembarcou e foi direto na secretaria da marina, tratar dos nossos interesses. A princípio, não seria possível subir o barco hoje, porque tínhamos que agendar, já que o movimento de sobe e desce embarcação é absurdo. Mas, Vivi com todo o seu charme e educação, conseguiu que abrissem uma exceção e o Bubi seria colocado no travelift em poucas horas.

Bubi indo para o travelift

Fomos, então, atrás dos prestadores de serviço, um para trocar o anodo da rabeta e outro para consertar a quilha – para esta o barco teria que ficar até o dia seguinte, não era serviço possível para fazer no mesmo dia, porque os materiais resinados devem secar antes de voltarem para a água.
Nós envolvidas com essas questões e a Rô querendo ir embora, porque teria que pagar R$ 280,00 para deixar o barco no trapiche. Aí foi informada que se comprasse alguma coisa na loja da Regata instalada dentro da marina, teria 4 horas de atracagem livre de cobrança. Para quem adora comprar, como ela, foi um prato cheio. Lá se foram ela e Dávila para as compras. Mas, na volta, quando soube que teríamos que ficar até o dia seguinte, voltou a ficar incomodada, e só relaxou quando falei que pagaria a sua estadia naquela marina, pois iríamos dormir no Livre, já que o Bubi ficaria em terra, no pátio de serviços.
Para variar, não foi possível conectar o Shore Power do barco, e deixamos a geladeira e freezer desligados durante a noite.
Almoçamos no restaurante da marina e no final da tarde fomos para o Livre, com check-in, check-out e bagagem, incluindo roupa de cama. Preparei filé acebolado para o nosso jantar e depois fomos dormir. Foi um dia bem cansativo.

ILHA GRANDE, 22 DE JULHO DE 2012

Enseada do Sítio Forte – Saco da Tapera

Acordando no Sítio Forte

Acordamos, tomamos um belo café da manhã, enquanto Serginho e D’Ávila já estão dentro da água se refestelando com aquela transparência. Não nos animamos para um banho de mar, porque a manhã está fria.
Passamos todo o dia passeando – Lagoa Azul, Enseada das Estrelas e, finalmente, Saco do Céu, onde dormimos, sob um céu marchetado de estrelas.

É claro que descemos no Coqueiro Verde (restaurante), ao entardecer, até porque estamos usando uma poita deles. Mas almoçamos no barco – filé mignon grelhado na churrasqueira e acompanhado da feijoada que fiz outro dia, nem lembro mais qual, a bordo.
Angra dos Reis é realmente paradisíaca. Cada lugar é mais lindo do que o outro. Não dá para não repetir isso muitas vezes, porque a emoção se renova a todo instante, mesmo por lugares que você já passou outras vezes.

PARATI, 21 DE JULHO DE 2012

Um bom banho depois do café da manhã é muito bom, ainda mais que o Bubi é bem confortável, com uma boa ducha e box fechado, sem molhar todo o banheiro.
Uma faxinada geral no barco, e vamos até a marina Porto Imperial abastecer de diesel e esperar pelo Serginho. O Livre também vai, com a Rô e o D’Ávila a bordo.
Finalmente posso fazer os cálculos de quanto o nosso motor gasta por hora – colocamos 104,5 litros no tanque, motoramos 22 horas desde o último abastecimento em Santos, onde colocamos 210 litros. Conclusão = 4,75 litros/hora – é o consumo do Bubi, que tem um motor Yanmar de 53 HP.
Aproveitamos e enchemos os três tanques de água também, já que estamos indo para uma ilha, onde pretendemos ficar todo o fim de semana. A Vivi fica inconformada – para que 1.100 litros de água? –pergunta ela. Respondo – queremos fartura de água para o banho e para a cozinha – e eu e Serginho caímos na gargalhada.

São 12h e 40min quando partimos da Porto Imperial. Tão logo o ventinho entrou de alheta içamos a vela grande e curtimos uma “velamotorada” maravilhosa.
Chegamos ao Sítio Forte, na praia da Tapera, às 16h e 20min. Desembarcamos para encontrar a turma, o Hélio e a Mara – criaturas adoráveis e alegres. Houve um concurso de antepasto entre os barcos, ganho pelo Maracatu, e depois um churrasco.

Minha câmera continua sem funcionar e não posso registrar esses momentos lúdicos. O Serginho disse que em Parati vai ser difícil eu consertá-la. No final do mês temos que voltar à Floripa e lá vou manda-la para o conserto. Ou compro outra, o que não posso é ficar sem registrar.

Voltamos para o Bubi às 21 horas, doidinhas para pegar uma cama. Sonhar com os anjinhos.

PARATI, DIA 20 DE JULHO DE 2012

Outro dia lindo de sol.
Resolvemos ir até a marina Porto Imperial, de carro, para saber dos custos para subir o Bubi, visando arrumar a quilha e trocar o anodo da rabeta.
Para subir o barco = R$ 1.260,00
Mão de obra para troca do anodo = R$ 250,00
Salgado! E nem perguntamos os custos para arrumar a quilha.

Vamos a uma loja em busca do anodo e conseguimos comprar um melhor, que numa próxima troca não vai exigir a remoção do hélice e poderá ser trocado na água. Custo – R$ 289,00.
Amanhã vamos dar um passeio até a Ilha Grande e segunda-feira (dia 23/07), vamos até a marina Verolme, em Angra dos Reis, ver se os custos lá são menores.

A Vivi, hoje cedo, estava lendo o blog do Hélio (do veleiro Maracatu) e viu que haverá um passeio de velejadores amanhã até a Ilha grande – 1º Encontro do Sítio Forte – e ficou toda animada para encontra-los. Eis porque vamos até lá amanhã. Muito gosta desse Hélio e dessa Mara. Eu também!
O Serginho quer ir conosco, já que ele estará de folga. Amanhã cedo ele vai trazer a lancha do Eduardo Souza Ramos (seu patrão) de Ilha Bela até Parati, devendo chegar por volta das 10 horas, e vamos espera-lo lá na marina Porto Imperial, onde a lancha vai ficar.

Oba, amanhã vamos navegar outra vez. Já estava monótono ficar paradas.

PARATI – 19 DE JULHO DE 2012

Vamos passear em Parati Mirim e ancorar para o almoço na Ilha da Cotia. Vamos num barco só e a Rô pede que seja o Livre, porque ela quer fazer o bacalhau que está dessalgando há três dias. “E eu vou cozinhar do meu jeito, Rubia” – antecipa ela.
O dia está lindo. Sento no banquinho da proa do catamarã e, observando toda a beleza daquela região, sinto uma felicidade quase incontida. Olho para o céu e agradeço a Deus, que entendo como a poderosa energia que rege o universo, pela oportunidade de estar vivenciando esse momento mágico e energético.


Ilha da Cotia

Ancoramos na Ilha da Cotia, onde o silêncio encantador nos condiciona a falar baixinho. Sério, quando a gente se dá conta, estamos quase cochichando uns com os outros, tamanha a ausência de ruído.
Dizem que na temporada, ou nos fins de semana, essa ilha fica cheia de barcos. Mas hoje estamos apenas nós, para nosso encantamento.
Almoçamos o bacalhau feito pela Rô e depois retornamos à marina, quando já anoitecia.
De volta à casinha, estamos felizes.

PARATI – DIAS 16, 17 E 18 DE JULHO DE 2012

Chove torrencialmente o dia todo.
A casinha está muito gostosa e resolvemos fazer faxina – eu dentro e Vivi lá fora. Ela põe sua roupa de tempo e inaugura sua bota nova.
O eletricista é acionado para conectar a energia no cais – outra vez a mesma coisa: polaridade invertida. Ele peleja um bocado até resolver o problema. Agora está tudo certo, luz à vontade de novo.
Uma boa música e, com esse friozinho, por que não um caldinho de camarão? Vou prepara-lo.
O Livre está ancorado no mesmo trapiche, lá adiante, uns 10 barcos antes do nosso. O Bubi cala 2,10m e temos que ficar mais fora, onde a profundidade é maior. A Rô telefona e sugiro ficarmos cada um na sua casinha hoje, descansando e curtindo a chuva que cai lá fora.
Fazemos o reconhecimento da marina nos dias que se seguem, providenciamos os trâmites necessários para o registro do barco e pretendemos ficar aqui por uns bons tempos, porque o lugar é muito gostoso e o atendimento do pessoal é elogiável.
No dia 18, o Serginho, amigo velejador e residente em Parati, vem nos visitar e combinamos de passearmos pela Ilha da Cotia amanhã.

Serginho